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Ônibus é incendiado no Bairro Serra Verde, em Belo Horizonte

Subiu para nove o número de ônibus incendiados em Belo Horizonte e na região metropolitana desde o último dia 12. Um coletivo foi alvo de um incêndio criminoso na madrugada desta quinta-feira no Bairro Serra Verde, na Região de Venda Nova.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio ocorreu por volta das 2h quando o veículo estava próximo ao cruzamento da Avenida Leontino Francisco Alves com a Rua Guido Leão. Conforme informações repassadas à Polícia Militar (PM), o veículo foi queimado por três homens armados que chegaram em um Vectra escuro e renderam o motorista. Um veículo que pode ter sido usado pelos criminosos foi encontrado na região. 
Os autores do incêndio também deixaram um bilhete com supostas reivindicações de detentos do Presídio de São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
As chamas atingiram a rede elétrica e também parte do quintal de uma casa. A Cemig foi chamada. Ninguém ficou ferido. Nesta manhã, a perícia da Polícia Civil ainda é aguardada no local.
De acordo com a Cemig, técnicos foram ao Serra Verde ainda na madrugada e isolaram o local. Eles conseguiram restabelecer o fornecimento de energia elétrica para a maioria dos consumidores afetados, mas outros 10 ainda estavam desligados no início da manhã desta quinta. Ainda segundo a companhia, o reparo na rede elétrica seria feito assim que a perícia terminasse.
Em fevereiro do ano passado, moradores dos bairros Serra Verde e do vizinho Minas Caixa também sofreram com ataques a coletivos. Na época, três ônibus foram incendiados na região em um intervalo de 24 horas. Algumas linhas deixaram de circular.

No fim da manhã, a Polícia Civil informou que os trabalhos foram concluídos e que o caso será investigado pela 1ª Delegacia de Venda Nova, responsável pela área.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) disse que ainda não é possível relacionar os incêndios dos veículos ao sistema prisional e que acompanha o andamento dos casos. “A pasta ressalta que aguarda as investigações da Polícia Civil e que todas as denúncias formalizadas são devidamente apuradas nos termos da lei”, finaliza.

A onda de ataques a ônibus começou em 12 de abril, quando três veículos foram incendiados no Bairro Juliana, em Belo Horizonte, em Contagem e em Brumadinho. De lá para cá, em pelo menos   quatro casos os criminosos deixaram cartas ou bilhetes.
Em Contagem, no dia 12, e em Betim, no dia 15, foram recolhidas cartas com supostas reivindicações de detentos do Complexo Penitenciário Nelson Hungria. Na noite do dia 16, outro veículo foi incendiado no Bairro Piratininga, na Região de Venda Nova. Consta no boletim de ocorrência que os responsáveis mandaram o motorista entregar quatro bilhetes às autoridades reclamando de “covardia e desrespeito” com as visitas dos presos do presídio de São Joaquim de Bicas 2, Complexo Penitenciário Nelson Hungria e do Presídio Antônio Dutra Ladeira.

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